
Porque criamos círculos em nossa vida? Ao mesmo tempo será que este círculo é virtuoso ou vicioso?! Nesta obra de Julio Medem ele desfaz estas dúvidas... temos um envolvimento que deixa o platonismo da infância e se torna um relacionamento verdadeiro na vida adulta entre dois amantes (nos moldes de Romeu e Julieta), Otto e Ana nomes palíndromos, em uma historia de coincidência onde o circulo se fecha com o final tragico... ai nós vem a pergunta vale a pena viver em círculos!?
Estes círculos que me refiro são nada mais que a rotina que nós cerca, esta mais que evidente que a rotina é viciosa, nós traz segurança porém nós deixa preguiçosos, que apesar dos apesares não nós alegramos com a falta de desafios, pois então fugir do círculo caminhar pela marginal, será que queremos isto?! E o comodismo!
Bem no filme de Julio Medem o personagem Otto depois de se envolver com Ana (amor platonico da infância) viu-se culpado pela morte da mãe e resolveu ele mesmo dar fim na viciosidade de sua vida (tentou o suicidio), mais o destino cuidou para que ele e Ana se afasta-se... cada um com seu caminho longe um do outro, cada um com seus envolvimentos porém o vazio, ambos remaneciam pensamentos de se encontrar... neste caso vemos que o círculo é virtuoso, porém um necessita do outro a força do amor é maior que o desafio de viver um longe do outro. Novamente o destino cuida-se do então esperado encontro, num circulo de coincidências que envove os dois apaixonados... para um final do círculo para outro não... ou será que para ambos o círculo se fechou?
Da ficção para vida... fechamos os círculos viciosos de nossa vida e recomeçamos a virtuosidade... o amor é virtuoso ou vicioso?! O sucesso em um emprego por vezes pode ser vituoso por oras vicioso, passar em um concurso pode ser virtuoso mais a rotina pode ser viciosa... enfim a dualidade esta presente o tempo todo no cotidiano.. que filme nós mostra é que larguemos as armas que nós cercam (medo, angustia, etc...) e vivendo somente assim poderemos fechar o círculo ou dar continuidade ao mesmo sem nós preocupar se ele vai ser vicioso ou virtuoso, aliás pode ser que o vicioso se torne vituoso ou vice versa.
Quanto ao filme um dos melhores que já assiti... denso, lindo e triste.



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