sábado, 10 de novembro de 2012

Abstração alienada!!

Imagens que carrego comigo!!!

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Isto é companheiro!!

sábado, 27 de agosto de 2011

Umberto Eco e a lista dos + do Rock and Roll

Bem, todos sabemos que é difícil eleger qualquer coisa, lendo "A Vertigem das Listas" de Umberto Eco, resolvi criar minha listinha, até ai tudo bem, pensei logo, lista do que?? Os melhores games que joguei (olha que não foram muitos), as melhores musicas que escutei (há esta têm muitas), os melhores livros que li (achei meio pessoal), então, qual lista criar?

Então ouvindo "Sympathy For The Devil" dos Rolling Stones, pensei... vou listar as 10 mais importantes musicas do Rock'and Roll de todos os tempos, é lógico segunda opinião de minha pessoa... então, segue abaixo, a listinha que preparei, logicamente influenciado por Umberto Eco não no quesito musical mais no quesito coletânea!!

1 - Elvis Presley - That's Alright Mama




2 - Bob Dylan - Like A Rolling Stone





3 - Jimi Hendrix - Purple haze




4 - The Rolling Stones - Satisfaction



5 - Rolling Stones - Sympathy For The Devil



6 - Deep Purple - Smoke On The water



7 - Led Zeppelin - Whole Lotta Love



8 - Led Zeppelin -Black Dog




9 - The Doors - Break On Through




10 - Creedence Clearwater Revival - Fortunate Son




Bônus track (É dificil deixar de fora):

Steppenwolf - Born To Be Wild



Black Sabbath - Paranoid




Bem, são estas ai... repito, considero estas musicas as mais importantes de todos os tempos, para mim!!!

domingo, 31 de julho de 2011

Paradigama pecaminoso


Recentemente falei sobre o ócio criativo, e como se enxerga-se a caixa de pandora em minha fronte, me deparei com o texto publicado neste ultimo sabádo (30/07/2011) pelo ESTADÃO, me vi atentado em um ato de CTRL + C publica-lo neste pobre blog, então segue na integra em cópia fiel o excelente texto de Sérgio Augusto...

Por que o prazer da lentidão desapareceu?, pergunta-se Milan Kundera na abertura de sua primeira narrativa escrita diretamente em francês, et pour cause intitulada A Lentidão, que a Companhia das Letras acaba de reeditar. Perdeu-se o hábito de curtir a lentidão neste mundo cada vez mais movido pela pressa e pelo pragmatismo, lamenta o escritor checo, saudoso dos flâneurs de antanho, dos "heróis preguiçosos das canções populares" e dos "românticos vagabundos que dormiam sob as estrelas", criaturas da ociosidade quando esta ainda não era vista, única e exclusivamente, como sinônimo de desocupação estéril e parasitária.

Peguei para ler o livrinho de Kundera no embalo de um ciclo de palestras sobre o mais potente combustível da ociosidade: a preguiça. Magnífico tema, na contramão das rotineiras sociologorreias sobre o seu oposto, o trabalho, e também do falso bom senso moral, econômico e religioso que a condenaram como mero vício, ofensa a Deus e entrave ao progresso, pois todos os 23 palestrantes não irão apenas indultar a preguiça (do latim pigritia, cuja raiz é piger, lento), mas sobretudo exaltá-la, valorizando a figura dos ociosos espiritualmente produtivos. Ficar à toa é uma arte. O ciclo, que começa no próximo dia 11, faz parte da série Mutações, criada e orientada pelo professor Adauto Novaes.

São os ociosos que transformam o mundo, escreveu Camus, "porque os outros não têm tempo algum". Nem sequer para perceber as contradições e as consequências físicas e psíquicas da faina incessante e refletir sobre elas, lenta e profundamente. Os ociosos transformam o mundo criando e meditando. Usar a inteligência sem finalidade lucrativa, não submeter o ócio ao negócio, retirar-se da pressa e das agitações mundanas para poder refletir melhor, este é o trabalho dos ociosos, permanente e sem fim. "A primeira prova de uma inteligência ordenada", prescreveu Sêneca, "é poder parar e aquietar-se consigo mesmo", entregar-se, na formulação de Montaigne, ao "fecundo exercício de uma ociosidade inteligente e feliz", como ele, Sêneca e tantos outros (Rousseau, Thoreau) fizeram.

Além de Macunaíma, a palavra preguiça sempre me evoca o pernambucano Ascenso Ferreira ("Na hora de dormir, dormir; na hora de comer, comer; na hora de vadiar, vadiar; na hora de trabalhar, pernas pro ar que ninguém é de ferro"), o gaúcho Mario Quintana (que fez da pachorra um "método de trabalho"), a modinha De Papo Pro Ar, e, em outro plano, Paul Lafargue, Bertrand Russell e aquele mimético episódio de Godard em Os Sete Pecados Capitais, com Eddie Constantine com preguiça de até dar laço no sapato. E, de uns tempos para cá, a revista The Idler (O ocioso), editada por Tom Hodgkinson, que, confesso, não leio por pura preguiça.

Lafargue, genro de Marx, escreveu há 123 anos a mais conhecida defesa do far-niente, O Direito à Preguiça, que é sobretudo uma crítica arrasadora à "perversão" das classes operárias pelo "dogma do trabalho" complotado pela Igreja e a nobreza - e legitimado pela lógica da produção capitalista e pela retórica domesticante do comunismo. Os antigos gregos desprezavam o trabalho (atribuição exclusiva dos escravos) e gastavam seu tempo com exercícios físicos, jogos de inteligência e o que chamavam de ataraxia: a vida contemplativa. A escravidão, ao estilo antigo, acabou, mas ressurgiu com novas feições. "Quem não tem dois terços do dia para si é escravo, não importa o que seja: estadista, comerciante, funcionário ou erudito." Assim falou Nietzsche, que só foi escravo de sua loucura.

Platão e Aristóteles achavam que trabalhar esgota o físico, faz mal à saúde, degrada a alma e impede o homem de servir ao espírito, ao corpo e à polis. A moral cristã estragou tudo, santificando o batente ("ganharás o pão com o suor do seu rosto") e transformando a preguiça em pecado capital. Embora Jesus tenha louvado o ócio, no sermão da montanha ("olhai os lírios no campo", etc.), e o Todo-poderoso parado para descansar no sétimo dia, e por toda a eternidade, a Igreja, ressalta Lafargue, pregou, astuciosamente, a ideia de que trabalhar é um castigo imposto pela justiça divina a Adão e Eva e sua infinita prole, para que não lhes sobrasse tempo livre para pensar em besteiras, como, por exemplo, questionar o clichê de que o trabalho só enobrece o homem.

Os nazistas pegaram carona nessa pregação, afixando à entrada de seus campos de extermínio este cínico bordão "Arbeit Macht Frei" (O trabalho liberta). Tão logo o Reich se estrepou, um sambista carioca chamado Almeidinha usou seu ócio para compor um dos maiores sucessos do carnaval de 1946, mais que um samba, um desabafo contra a ergolatria imposta pelo recém-derrubado Estado Novo: "Trabalhar, eu não, eu não!".

Russell fez seu "elogio ao lazer" (ou ao ócio) na mesma sintonia de Camus ("sem a classe ociosa, a humanidade jamais teria saído da barbárie") e Lafargue (para manter os pobres satisfeitos, os ricos enalteceram, por milhares de anos, a dignidade do trabalho, "embora pouco se importando de continuar indignos nesse sentido"), e defendeu a redução da jornada de trabalho para quatro horas, mas sem recomendar que o tempo restante fosse desperdiçado com "pura frivolidade". Trabalhando menos e aproveitando melhor o tempo, teríamos uma vida menos monótona e estressante, seríamos mais alegres e felizes. Como se ainda (ou já) estivéssemos no Paraíso.


quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Ócio Criativo


Procurei pela internet alguma frase que traduzi-se ao pé da letra o significado do Ócio Criativo, porém não achei... do que muitos me dizem, acredito em se tratar de ficar atoa pensando na vida e quem sabe criar algo de novo, ou seja, um empreendimento que surgiu de sua "vagabundisse". Nos tempos que jaz minha função de estagiário de administração, então meu chefe, dizia que no serviço temos que ter o tal do ócio, poís assim pensamos em algo inovador - adorava sua explanação. Porém como tudo não são flores, o tempo se foi e hoje... bem, hoje, vejo que não tenho mais talento para tal função, quando penso em ficar atoa me bate uma preguiça (!), insisto e persisto em criar algo, não consigo, penso - será que é a idade? Bem, já se faz um tempo que me considero "gente" e desde que me entendo pelo-lo (Obejeto direto) considero-me um cara sagaz, inteligente e um pouco narciso, as vezes me pergunto se tal vaidade vem do tal ócio criativo, poís assim que me enxergo atoa penso em algo que vai direto em minha jactância, opá não sou superficial muito menos um pit-boy da vida, penso em algo mais profundo, que cada dia estamos mais preocupados em provar algo para o outro, esta eterna ineficiencia de querer ser melhor... pois então para não ficar demagogo demais, paro por aqui este assunto... porém e o tal do Ócio Criativo?

Pois é, pensando e repensando... estou voltando a estudar para concurso público, já estou seguindo algumas dicas de como me preparar, por instante não me vejo empenhado nesta tarefa, mais já joguei o objetivo de passar em um "oásis público" para daqui 2 anos, ou seja, tenho tempo, falta a coragem de estudar.. só como muitos dizem - têm que se preparar! Então, estou frequentando um cursinho preparatorio de 2º a 6º, voltei assinar o EVP, estou tentando me organizar e por ai vai... meu foco é a área fiscal de preferência a RFB, um grande objetivo (do qual vou chamar de, A Conquista de Territorio) - vaidoso, não?

Uma breve historia: há dois anos resolvi me dedicar aos estudos para o concurso público, estava completamente desmotivado em meu serviço, porém naquela época fui promovido, e com justiça, e resolvi me abdicar de tais estudos. Os anos se passaram e aqui estou eu de novo, só que agora é para valer. Os temas recorrentes que me levaram a retomada dos estudo são muitos, porém foi o tal do Ócio Criativo, que me levou a tal ideia... dai eu digo: pense o que for melhor para ti (extremamente demagogo, não! Não tive como evitar) mesmo que isto demanda tempo e energia, não vou largar o serviço (pois é ele que vai financiar este novo empreendimento), porém irei estudar e trabalhar.

Então, acredito que no momento tenha chegado no nirvana do Ócio Criativo, porém criei um paradoxo, para passar em um concurso não tem que ter óciosidade... será?

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Deus realmente existe?


Agradeço lisonjeamente a Richard Dawkins por se fazer luz em trevas agnosticas, em seu livro Deus um Delírio (Ed. Companhia das Letras) ele tira todas duvidas que assombrava a grande mistificação e traz a tona pensamentos inteiramente ateus, porém se perde em uma briga sem vencedores, a ciência e religião, no debate sem fim de quem pode mais a literatura se torna massante... porém vislumbro que não a uma panacéia neste elencamento, ambos os lados pecam pela falta de evidencias e um acusa o outro pelo mesmo motivo, porém como nada esta perdido o livro é uma combinação perfeita de livros de auto-ajuda e com teor acido e critico quando a qualquer tipo de manifestação religiosa, ponto para Dawkins já que Nietzsche que pregava em seu O Anticristo uma visão misantrope aos judeus.
No que diz respeito a minha pessoa... o livro adquirido na ultima bienal de São Paulo ajudou a azeitar ainda mais os pensamentos que até então erão complementes agnosticos, embora a intenção do autor fosse atingir ainda mais profundo os coraçãoes de adoradores religiosos.

quinta-feira, 12 de março de 2009

Os amantes do circulo polar


Porque criamos círculos em nossa vida? Ao mesmo tempo será que este círculo é virtuoso ou vicioso?! Nesta obra de Julio Medem ele desfaz estas dúvidas... temos um envolvimento que deixa o platonismo da infância e se torna um relacionamento verdadeiro na vida adulta entre dois amantes (nos moldes de Romeu e Julieta), Otto e Ana nomes palíndromos, em uma historia de coincidência onde o circulo se fecha com o final tragico... ai nós vem a pergunta vale a pena viver em círculos!?

Estes círculos que me refiro são nada mais que a rotina que nós cerca, esta mais que evidente que a rotina é viciosa, nós traz segurança porém nós deixa preguiçosos, que apesar dos apesares não nós alegramos com a falta de desafios, pois então fugir do círculo caminhar pela marginal, será que queremos isto?! E o comodismo!
Bem no filme de Julio Medem o personagem Otto depois de se envolver com Ana (amor platonico da infância) viu-se culpado pela morte da mãe e resolveu ele mesmo dar fim na viciosidade de sua vida (tentou o suicidio), mais o destino cuidou para que ele e Ana se afasta-se... cada um com seu caminho longe um do outro, cada um com seus envolvimentos porém o vazio, ambos remaneciam pensamentos de se encontrar... neste caso vemos que o círculo é virtuoso, porém um necessita do outro a força do amor é maior que o desafio de viver um longe do outro. Novamente o destino cuida-se do então esperado encontro, num circulo de coincidências que envove os dois apaixonados... para um final do círculo para outro não... ou será que para ambos o círculo se fechou?

Da ficção para vida... fechamos os círculos viciosos de nossa vida e recomeçamos a virtuosidade... o amor é virtuoso ou vicioso?! O sucesso em um emprego por vezes pode ser vituoso por oras vicioso, passar em um concurso pode ser virtuoso mais a rotina pode ser viciosa... enfim a dualidade esta presente o tempo todo no cotidiano.. que filme nós mostra é que larguemos as armas que nós cercam (medo, angustia, etc...) e vivendo somente assim poderemos fechar o círculo ou dar continuidade ao mesmo sem nós preocupar se ele vai ser vicioso ou virtuoso, aliás pode ser que o vicioso se torne vituoso ou vice versa.

Quanto ao filme um dos melhores que já assiti... denso, lindo e triste.